quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O ótimo é inimigo do bom.

Essa famosa expressão do mundo corporativo pode ser, na verdade, o cúmplice do péssimo. Leia mais detalhes.
Durante as últimas décadas – antes, portanto, da atual crise justificar todo tipo de abuso – tem prosperado entre nós um desses movimentos que nascem tímidos, crescem, avançam e, quando nos damos conta, assumem o comando e ditam as regras dos nossos negócios e até das nossas vidas.
Um movimento que nasce de um ditado “popular” de origem aparentemente desconhecida (ao menos pra mim), e que vai conquistando espaço na cabeça das pessoas mais conservadoras ou complacentes, vira mantra no discurso de executivos, marqueteiros e publicitários práticos ou cínicos e alcança, por fim, toda a estrutura das nossas vidas e organizações, incluindo sua direção.
Com o tempo, o que era tático passou a ser estratégico, uma iniciativa esporádica e pontual tornou-se, então, uma forma esperta (ou, como preferem alguns, “criativa”) e permanente de viabilização de ações e objetivos previstos nos planejamentos das empresas, passando, por fim, a constituir a própria estratégia e a condicionar, no nascedouro, toda a sua construção: “o ótimo é inimigo do bom”; “o ótimo é inimigo do bom”; “o ótimo…”.
Passou-se, em seguida, a esgarçar todas as fronteiras, a buscar formas sempre mais “criativas” de viabilizar estratégias e ações, a aceitar, sem constrangimento, benefícios discutíveis por custos indiscutíveis, a trocar, enfim, o tal ótimo, aparentemente inútil e “inacessível”, pelo bom, inofensivo, manso e certamente possível. O resultado, embora cantado em verso e prosa, passou a ser apenas um detalhe. Um detalhe.
A partir disso, estimulado pela competitividade crescente e pela busca insaciável de produtividade (“produtividade”!?), o mercado em geral, e o nosso de forma mais particular, condicionou-se a aceitar todo tipo de restrição e toda sorte de pressão no sentido de esquecer, abandonar, sepultar o ótimo. “Precisamos ser criativos!!!” – todos já devem ter ouvido esta frase um dia. Algumas vezes, com certeza, acompanhada do irresistível e prático “afinal, o ótimo é inimigo do bom!”.
Bom… Assim fomos avançando, mercado e sociedade, primeiro aceitando o louvado “bom” em lugar do irritante “ótimo”. Depois, com um empurrão aqui e uma “flexibilizadinha” ali, passamos a aceitar o “regular” no lugar do “bom”, afinal ele também é inimigo do “ótimo” e, ao que parece, tem algum parentesco com o “bom”.
Por fim, afrouxados, “criativos” e algumas vezes ameaçados, acabamos por engolir o “péssimo”,que, cúmplice do “bom” e do “regular”, odeia e despreza o “ótimo” e topa qualquer parada.
Infelizmente, é bem fácil constatar a previsível vitória do tal “bom”, com sua frouxidão, sua complacência e sua inesgotável flexibilidade. Basta olharmos à nossa volta, lermos um jornal ou uma revista, assistirmos à televisão, navegarmos pela internet: aceitamos o péssimo político, cínico e inatingível, com suas péssimas práticas; aceitamos o péssimo jornalista e a péssima relação de seus veículos com a verdade; aceitamos também, é claro, os péssimos publicitários e sua péssima, ineficaz e dispendiosa propaganda; aceitamos inclusive, e, em alguns casos até os cultivamos, os péssimos fregueses, com seu desrespeito cotidiano pelo nosso tempo, pelo nosso trabalho e, claro, pela integridade dos nossos negócios.
Esta lista, aparentemente, não tem fim e pode incluir ainda os péssimos e incensados jogadores de futebol; os péssimos músicos e seus péssimos discos. Você, certamente, também tem sua lista de péssimos. Faça um pequeno esforço. Que tal as dez campanhas “mais” péssimas da história? Não vale propaganda de cerveja. Ou os dez políticos “mais” péssimos do país? As dez músicas, companhias aéreas, agências, restaurantes, filmes, etc.
Mas, lembremos, nós é que construímos tudo isso. Nós é que contribuímos para esta degradação. Todos somos cúmplices. E o que nasceu de um ditado estúpido, repetido estupidamente pelas ruas, estádios, congressos e, claro, empresas, com seus corredores povoados de gente complacente e arrivista, tornou-se uma verdade esmagadora, um sinal dos nossos tempos mesquinhos e desinteressantes, em que desvalorizamos e atacamos uma ótima idéia ou um trabalho ótimo apenas porque eles são os maiores inimigos da nossa enorme preguiça ou, pior, do nosso ilimitado medo.
Assim, creio, está mais do que na hora de começarmos a reverter este péssimo quadro. Que tal invertermos o tal ditado? Que tal repetirmos milhões de vezes, até acreditarmos: “o bom é inimigo do ótimo!”? Será um ótimo começo. Aí, quando você vir alguma coisa “apenas” boa, pense em como seria se ela fosse ótima. Exija um pouco mais. Aceite que ela possa, eventualmente, até custar também um pouco mais, mas exija, insista, que seu resultado também seja um “pouco melhor”, ou que, no mínimo, ele seja realmente bom.


Por Augusto Diegues (presidente da Futura Propaganda)HSM Online

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Chamado Para Ser Mordomo Fiel

Por Rick Boxx

Certo homem de negócios entregou um talão de cheques para seu bom amigo, Chip. Ele depositou U$ 5,000 em uma conta bancária para que Chip ajudasse pessoas em sérias dificuldades.
Achava que sua generosidade seria mais efetiva se ele contasse com Chip, respeitado pastor e mestre, para determinar quem deveria receber assistência financeira.

Parte do acordo consistia em estabelecer tempo específico para que ambos se reunissem com regularidade, quando Chip deveria relatar como o dinheiro tinha sido usado, para que a conta fosse reabastecida.

Pouco depois de iniciada essa parceria incomum, Chip teve uma surpreendente revelação pessoal. Descobriu que administrava o talão de cheques do amigo empresário melhor do que seu próprio talão, porque sabia que teria que prestar contas de como o dinheiro tinha sido gasto.
Deixe-me fazer-lhe uma pergunta: Se seu talão de cheques ou outro recurso pertencesse a outra pessoa e você soubesse que periodicamente teria que prestar contas formalmente sobre o uso dele, você acredita que isso afetaria seu processo de tomada de decisões?

Somente um Dono! Na realidade nada do que “possuímos” é verdadeiramente nosso. Anos atrás um líder empresarial muito rico faleceu. Na cerimônia fúnebre, alguém se aproximou do contador dele e perguntou: “Quanto ele deixou?” Sem hesitar o contador respondeu: “Tudo.” Salomão observou sabiamente: “O homem sai nu do ventre de sua mãe, e como vem assim vai. De todo o trabalho em que se esforçou nada levará consigo” (Eclesiastes 5.15).

Existe porém, uma questão ainda mais importante em relação à “propriedade”. Segundo a Bíblia, Deus é o dono de todas as coisas. “Teu é tudo o que há nos céus e na terra e eu, ó Senhor, é o reino. Nós Te adoramos pois estás no controle de todas as coisas. Riquezas e honra vêm de Ti, e és o Governante de toda a raça humana; em Tua mão há força e poder para engrandecer e dar força ao homem” (I Crônicas 29.11-12 - tradução livre).

Chamados para mordomos. Se isto é verdade, qual é, então, nosso papel? As Escrituras nos dizem que devemos ser administradores – ou mordomos - dos recursos que foram confiados aos nossos cuidados. Como o apóstolo Paulo escreveu em I Coríntios 4.2, “O que se requer destes encarregados é que sejam fiéis.” Jesus disse que (assim como a responsabilidade de Chip para com seu amigo) também nós seremos chamados para prestar contas e seremos recompensados de acordo com isso.“Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor" (Mateus 25.21).

Fico imaginando que diferença faria se acordássemos todas as manhãs e considerássemos tudo o que está sob nosso cuidado – nosso lar, carro, carteira, negócios, tempo, talentos – não como coisas que possuímos, mas como coisas que administramos como representantes de Deus, que é o verdadeiro Dono.
Lembre-se: seu talão de cheques não é seu; foi emprestado a você por Deus. Você está sendo fiel?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Freando Sua Agenda Descontrolada

Por Robert D. Foster

O executivo empresarial John Owens, em seu livro, “The Paradox of Success” (“O Paradoxo do Sucesso”), fala sobre o estar no topo da vida corporativa, mas no fundo do poço na vida pessoal. Sua esposa e dois filhos o tinham deixado; seus empregados e assistentes evitavam qualquer relacionamento informal com ele; até mesmo os amigos haviam se tornado “frios e distantes”. Ele se transformara no exemplo clássico do líder que prospera nos negócios, mas está falido na vida pessoal!

Owens escreve: “Nada à minha volta neste escritório é pacífico. Tenho um milhão de pensamentos rodopiando em minha cabeça e uma lista que parece conter milhares de tarefas por concluir. A desordem contribui para uma atmosfera de caos. Notas autocolantes circundam a tela do meu computador e pilhas de livros, revistas e jornais não lidos ocupam praticamente todas as superfícies visíveis. Comprei uma fonte de água Zen que lança íons negativos no ar a fim de reduzir o estresse, mas o clima é tão seco que a água evapora e o motor da fonte emite sons irritantes, em lugar do suave barulho de água caindo.”

Esta descrição, de alguma maneira, reflete sua própria vida? Se assim for, tenho uma advertência para você: PARE! Freie sua agenda descontrolada. Desacelere o suficiente para prestar atenção ao mundo ao seu redor.

Todos os anos muitas igrejas observam a Quaresma. É a tradição em que por quarenta dias é recordado o período em que Jesus Cristo viveu no deserto, disciplinando-Se e preparando-Se para enfrentar as tentações extremas que estavam por vir. Você pode encontrar esse relato no Evangelho de Mateus 4.1-11, na Bíblia.

Muitos de nós, em certa medida, somos como Owens, nos movendo freneticamente de um lugar para outro na interminável busca para alcançar metas maiores e mais desafiadoras, muitas vezes sem parar tempo suficiente para perguntar: Por que?

Em breve teremos novo período de Quaresma. Mesmo que você não frequente uma igreja ou não seja uma pessoa religiosa, seria sábio se considerasse fazer um retiro anual pela quaresma, fazendo dele um tempo de abnegação e disciplina, aquietando o caos à sua volta de forma a observar as pessoas que o cercam e o impacto que você está exercendo – ou não – sobre a vida delas.

Suas metas e objetivos mais valiosos valem um preço tão elevado? Melhor ainda, não espere pela quaresma. Comece hoje ainda fazendo e buscando respostas para questões como:

· Quais minhas metas pessoais e familiares para este ano?
· Que coisas antigas em minha vida precisam morrer antes que coisas novas possam nascer e ocupar seu lugar?
· Como posso alcançar um lugar de santidade e serenidade em meio ao meu mundo atarefado?

Deixar de parar o tempo suficiente para honestamente fazer estas perguntas a si mesmo e decidir como reagir às suas respostas, pode lhe custar mais do que você imagina. Jesus disse: “Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de Mim, perder a sua vida a salvará” (Lucas 9.24).

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A " REGRA DE OURO " não é a mesma para todos, acho que "cada um tem a sua"... infelizmente na atual conjuntura, a regra predominante tem sido: “quem tem o ouro dita as regras”.....

Esse texto de Robert Tamasy mexeu comigo, ao falar sobre a generosidade me fez refletir que muitas vezes tenho sido hipórita pois, não tenho agido com gerosidade com a frequncia que deveria, muitas vezes ligamos a vida no "piloto automático" e vamos andando no rítimo da multidão....

Boa reflexão !!!



Regra de Ouro


O mundo dos negócios poderia ser descrito como incansável “busca por ganhar”: ganhar clientes, market-share, vantagem competitiva. Relatórios diários mostram “ganhos e perdas”. Como a crise econômica global se estende, muitos são os que deixam de ganhar. Talvez seja boa ocasião para profissionais e empresários recuperarem a chamada “Regra de Ouro”. Ela apareceu originalmente na Bíblia, quando o apóstolo Paulo citou esta afirmação de Jesus: “Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (Atos 20.35).
Embora alguns cínicos digam que hoje a “Regra de Ouro” sofreu nova conceituação, significando “quem tem o ouro dita as regras”, o princípio, contudo, permanece verdadeiro mesmo em dias em que o materialismo e o consumismo têm exercido forte poder sobre nossa sociedade.
Generosidade é mais uma exceção do que regra, embora haja algo de curioso, até paradoxal, indicando que dar é mais benéfico e gratificante do que receber. Quando damos não apenas outros recebem, mas nós também recebemos satisfação de sermos canais para que a ajuda chegasse até eles. Ou seja, quando damos, ganhamos!
Há também a compreensão de que não alcançamos nossas conquistas sozinhos, mas "ganhamos" ajuda de outros ao longo do caminho. Oferecer ajuda em forma de recursos tangíveis, tempo, conselhos ou encorajamento é uma maneira de retribuir a generosidade de que fomos alvo. A Bíblia fala muito sobre "dar" e "generosidade". Eis alguns exemplos:
Generosidade é o caminho certo. No mercado de trabalho frequentemente se discute sobre “o que é certo”. Fazer o bem a outros quando se tem oportunidade é o certo e este investimento paga bons dividendos. “O desejo dos justos resulta em bem; a esperança dos ímpios, em ira. Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza. O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá” (Provérbios 11.23-25).
Generosidade promove o bem. Dar com generosidade estabelece forte exemplo positivo a ser seguido.“Feliz é o homem que empresta com generosidade e que com honestidade conduz os seus negócios... Reparte generosamente com os pobres; a sua justiça dura para sempre” (Salmos 112.5, 9).

Generosidade honra a Deus. Amor e compaixão são o centro do caráter de Deus. Haveria maneira melhor de refletir Seu caráter do que dar dos recursos que Ele nos permitiu acumular? “Oprimir o pobre é ultrajar o seu Criador, mas tratar com bondade o necessitado é honrar a Deus” (Provérbios 14.31).

Generosidade reflete nossa esperança. Nossa confiança está depositada em coisas que se perdem facilmente ou em Deus, fonte primeira de tudo quanto temos? “Ordene aos que são ricos no presente mundo que não sejam arrogantes, nem ponham sua esperança na incerteza da riqueza, mas em Deus, que de tudo nos provê ricamente, para a nossa satisfação. Ordene-lhes que pratiquem o bem, sejam ricos em boas obras, generosos e prontos a repartir. Dessa forma, eles acumularão um tesouro para si mesmos, um firme fundamento para a era que há de vir, e assim alcançarão a verdadeira vida” (I Timóteo 6.17-19).

domingo, 27 de setembro de 2009

Neste texto de Jin Mathis, podemos entender a diferença entre o valor das amizades e o modismo e superficialidade do network....


O Valor da Amizade


Descobri cedo em minha carreira profissional que, como quase tudo na vida, negócios giram em torno de relacionamentos. Quando abri minha empresa no ramo fotográfico em 1973, um senhor mais velho, de nome Elgin Smith, acolheu-me e apresentou-me às pessoas que eu precisava conhecer. Desde então, sempre tenho feito negócios com amigos e raramente com estranhos.
Acredito que amizade, ou o potencial para amizade, deveria ter prioridade máxima. Tudo se resume em quem você conhece e quem conhece você.

Alguém disse que os melhores amigos são aqueles que fazem surgir em nós o que há de melhor. Procurar pessoas que possam me encorajar, com as quais eu possa aprender e que também queiram o melhor para si mesmas e para as que as cercam, me parece critério sólido para avaliar e estabelecer novos relacionamentos. Para ser alguém que outros gostam de ter ao lado é mais do que ter um conjunto de habilidades. Por exemplo, os músicos que conseguem os melhores trabalhos não são os que têm maior capacitação vocal ou instrumental, mas aqueles com quem as pessoas gostam de estar. Isso é também verdade, em vários níveis, para outras profissões.

Se quer ter amigos, seja amigo. Se quer que as pessoas se interessem por você, mostre interesse por elas. Este é um tópico que a Bíblia considera importante e sobre o qual tem muito a dizer.

Amizade exige que sejamos amigos. A verdadeira amizade é um relacionamento mutuamente benéfico, tanto nos negócios como na vida pessoal. Devemos estar dispostos a dar de nós mesmos o que exigimos dos outros.“O homem que tem amigos deve, ele próprio, ser amistoso...” (Provérbios 18.24 – tradução livre).

Amizade pode ser mais íntimo que relacionamentos familiares. Nossos relacionamentos com membros da família- pais, irmãos, irmãs, primos e avós - são importantes, mas às vezes, por causa da proximidade, do tempo passado juntos, interesses mútuos e lutas compartilhadas, os laços de amizade podem vir a ser ainda mais fortes. O restante do versículo anterior afirma: “...Mas existe amigo mais apegado que um irmão” (Provérbios 18.24).

Amizade é consistente. Qualquer um pode agir como amigo quando os tempos são agradáveis e as coisas vão bem. O verdadeiro amigo, porém, permanece junto mesmo durante tempos difíceis e graves. “O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade” (Provérbios 17.17).
Amizade exige sacrifícios. O verdadeiro amigo dá de si mesmo, ainda que isso não lhe seja conveniente ou mesmo lhe seja custoso. O exemplo maior disso encontramos em Jesus Cristo, que disse: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos” (João 15.13).

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Quebrando a Rotina

Por Rick Warren


É fácil deixar-se prender pela rotina no trabalho: o mesmo lugar, fazendo as mesmas coisas, lidando com as mesmas responsabilidades. Isso pode ser confortável, já que a rotina se torna familiar. Mudar pode se tornar difícil por implicar aventurar-se rumo ao desconhecido e incerto. Acomodar-se, porém, pode ser perigoso. O humorista Will Rogers costumava dizer: “Mesmo que esteja no caminho correto, você corre o risco de ser atropelado se ficar sentado!”

Quando você descobre que está preso à rotina, o que o faz se mexer? Para a maioria das pessoas existem três motivadores para promover mudanças, quer gostem ou não:

1. Dor – Seja qual for a maneira como se apresente, pode nos motivar a buscar mudança. Geralmente não é ver a luz que nos leva a mudar, mas sentir seu calor.

2. Pressões – Sentimo-nos pressionados quando o médico nos dá uma trágica notícia: “Ou perde 25 quilos ou vai morrer!” Ou então, quando o chefe nos intima: “Ou melhore seu desempenho ou será despedido!” O problema da pressão como motivador é que ela não dura muito tempo. Quando a pressão diminui e o problema é solucionado ou a crise avassaladora passa, o mesmo acontece com a motivação. Tudo fica perfeito no mundo e voltamos à nossa vidinha de sempre!

3. Perspectiva – Adquire-se perspectiva quando se tem um panorama amplo de uma situação ou quando se é profundamente inspirado por uma visão ou propósito desafiador. Perspectiva envolve uma pessoa quando ela toma consciência de que está desperdiçando seu potencial e oportunidades promissoras que atravessam seu caminho.

Entretanto, não precisamos esperar até sermos motivados pela dor, pelas pressões ou até adquirirmos uma perspectiva. A Bíblia nos lembra:“Se você esperar pelas condições perfeitas, jamais fará qualquer coisa” (Eclesiastes 11.4). Eis alguns passos para quebrar a rotina:

. Assuma a responsabilidade de sua própria vida. Recuse-se a ser um justificador (aquele que racionaliza seus fracassos), ou um acusador (aquele que culpa outras pessoas por suas falhas). Antes, seja aquele que escolhe e opte por romper com a rotina que o cerca.

. Creia que você pode. Pare de dizer, “Não posso!”, e comece a afirmar, “Eu posso!”. Agindo assim, pode se surpreender ao descobrir que realmente você pode.

. Deixe claro o que você realmente quer. Escreva como você gostaria de mudar e o que gostaria de ver mudado. Seja específico.

. Não espere pelas circunstâncias ideais. Pare de dizer: “Vou fazer isto um dia desses quando as coisas forem mais favoráveis.” Faça-o agora! “Um dia desses”, na verdade, é “dia nenhum”.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Foco; habilidades e importância.

Por Jim Mathis


Li a biografia de William Henry Fox Talbot, um dos inventores da fotografia e principal proponente do processo negativo-positivo. Viveu entre 1800 e 1870 e alcançou muitas realizações. Além de ser rico proprietário de terras e membro do parlamento britânico, inventou a técnica do meio-tom e publicou o primeiro livro ilustrado com fotografias. Era também matemático.

O autor comentou, de passagem, o quanto algumas pessoas daquela época foram capazes de realizar, mesmo carecendo de tantas coisas consideradas essenciais à sociedade moderna. Por que as pessoas daquele tempo realizaram tanto? Talvez parte do motivo esteja no fato da sociedade atual ter reduzido nossa habilidade de nos concentrarmos sobre uma única coisa por longo tempo.

Ao longo dos anos o período de tempo que mantém cativa nossa atenção tem diminuído. Pessoalmente, tenho notado nos últimos anos que fico inquieto depois de uns poucos minutos de concentração. Estou sempre checando meus e-mails, levantando-me para tomar café ou descobrindo algo que foi negligenciado e precisa ser feito. Ser capaz de trabalhar numa única tarefa por horas a fio tem se tornado bastante difícil.

Talbot não tinha e-mails para ler a cada poucos minutos ou telefone para interromper seus pensamentos. Ele não gastava as noites vendo televisão. Não tinha que atualizar suas páginas em redes de relacionamentos e blogs da Internet. Os tempos eram mais vagarosos e menos exigentes. Ele podia passar horas, até mesmo dias, resolvendo problemas complexos sem ser distraído.

Hoje, muitos consideram a capacidade de realizar múltiplas tarefas uma habilidade valiosa. Mas na prática significa não dar 100% de atenção a coisa alguma. Estamos tentando fazer muitas coisas, correndo em várias direções, incapazes de concentrar o foco por tempo suficiente em um único objetivo. Anos atrás decidi ser fotógrafo, músico e escritor.
O que isto quer dizer de fato é que determinei que não vou gastar o meu tempo sendo jardineiro, jogador de golfe ou carpinteiro. Limitando as atividades posso realizar mais em áreas específicas. “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor e não para os homens” ( Colossenses 3.23). Para mim, “de todo o coração” significa dar tudo o que tem e não se deixar distrair.

Aprendi que os japoneses têm uma palavra, “muda”, que geralmente quer dizer “improdutivo” ou simplesmente, “perda de tempo”. É claro que às vezes fica difícil determinar se estamos perdendo tempo. Passar uma tarde num campo de golfe é perda de tempo? E se for com um cliente importante? E se for um profissional desse esporte e as horas a mais de treino significam mais sucesso? A música pode ser perda de tempo para alguns. Mas já que Deus me deu paixão pela música, não praticá-la seria desobediência e provavelmente seria visto por Deus como desperdício de dom.

Descobrir quem somos, como Deus nos fez e qual o nosso propósito na vida é fundamental para determinar para onde devemos direcionar nossa energia e aprender como fazer melhor uso do nosso tempo.