Essa famosa expressão do mundo corporativo pode ser, na verdade, o cúmplice do péssimo. Leia mais detalhes.
Durante as últimas décadas – antes, portanto, da atual crise justificar todo tipo de abuso – tem prosperado entre nós um desses movimentos que nascem tímidos, crescem, avançam e, quando nos damos conta, assumem o comando e ditam as regras dos nossos negócios e até das nossas vidas.
Um movimento que nasce de um ditado “popular” de origem aparentemente desconhecida (ao menos pra mim), e que vai conquistando espaço na cabeça das pessoas mais conservadoras ou complacentes, vira mantra no discurso de executivos, marqueteiros e publicitários práticos ou cínicos e alcança, por fim, toda a estrutura das nossas vidas e organizações, incluindo sua direção.
Com o tempo, o que era tático passou a ser estratégico, uma iniciativa esporádica e pontual tornou-se, então, uma forma esperta (ou, como preferem alguns, “criativa”) e permanente de viabilização de ações e objetivos previstos nos planejamentos das empresas, passando, por fim, a constituir a própria estratégia e a condicionar, no nascedouro, toda a sua construção: “o ótimo é inimigo do bom”; “o ótimo é inimigo do bom”; “o ótimo…”.
Passou-se, em seguida, a esgarçar todas as fronteiras, a buscar formas sempre mais “criativas” de viabilizar estratégias e ações, a aceitar, sem constrangimento, benefícios discutíveis por custos indiscutíveis, a trocar, enfim, o tal ótimo, aparentemente inútil e “inacessível”, pelo bom, inofensivo, manso e certamente possível. O resultado, embora cantado em verso e prosa, passou a ser apenas um detalhe. Um detalhe.
A partir disso, estimulado pela competitividade crescente e pela busca insaciável de produtividade (“produtividade”!?), o mercado em geral, e o nosso de forma mais particular, condicionou-se a aceitar todo tipo de restrição e toda sorte de pressão no sentido de esquecer, abandonar, sepultar o ótimo. “Precisamos ser criativos!!!” – todos já devem ter ouvido esta frase um dia. Algumas vezes, com certeza, acompanhada do irresistível e prático “afinal, o ótimo é inimigo do bom!”.
Bom… Assim fomos avançando, mercado e sociedade, primeiro aceitando o louvado “bom” em lugar do irritante “ótimo”. Depois, com um empurrão aqui e uma “flexibilizadinha” ali, passamos a aceitar o “regular” no lugar do “bom”, afinal ele também é inimigo do “ótimo” e, ao que parece, tem algum parentesco com o “bom”.
Por fim, afrouxados, “criativos” e algumas vezes ameaçados, acabamos por engolir o “péssimo”,que, cúmplice do “bom” e do “regular”, odeia e despreza o “ótimo” e topa qualquer parada.
Infelizmente, é bem fácil constatar a previsível vitória do tal “bom”, com sua frouxidão, sua complacência e sua inesgotável flexibilidade. Basta olharmos à nossa volta, lermos um jornal ou uma revista, assistirmos à televisão, navegarmos pela internet: aceitamos o péssimo político, cínico e inatingível, com suas péssimas práticas; aceitamos o péssimo jornalista e a péssima relação de seus veículos com a verdade; aceitamos também, é claro, os péssimos publicitários e sua péssima, ineficaz e dispendiosa propaganda; aceitamos inclusive, e, em alguns casos até os cultivamos, os péssimos fregueses, com seu desrespeito cotidiano pelo nosso tempo, pelo nosso trabalho e, claro, pela integridade dos nossos negócios.
Esta lista, aparentemente, não tem fim e pode incluir ainda os péssimos e incensados jogadores de futebol; os péssimos músicos e seus péssimos discos. Você, certamente, também tem sua lista de péssimos. Faça um pequeno esforço. Que tal as dez campanhas “mais” péssimas da história? Não vale propaganda de cerveja. Ou os dez políticos “mais” péssimos do país? As dez músicas, companhias aéreas, agências, restaurantes, filmes, etc.
Mas, lembremos, nós é que construímos tudo isso. Nós é que contribuímos para esta degradação. Todos somos cúmplices. E o que nasceu de um ditado estúpido, repetido estupidamente pelas ruas, estádios, congressos e, claro, empresas, com seus corredores povoados de gente complacente e arrivista, tornou-se uma verdade esmagadora, um sinal dos nossos tempos mesquinhos e desinteressantes, em que desvalorizamos e atacamos uma ótima idéia ou um trabalho ótimo apenas porque eles são os maiores inimigos da nossa enorme preguiça ou, pior, do nosso ilimitado medo.
Assim, creio, está mais do que na hora de começarmos a reverter este péssimo quadro. Que tal invertermos o tal ditado? Que tal repetirmos milhões de vezes, até acreditarmos: “o bom é inimigo do ótimo!”? Será um ótimo começo. Aí, quando você vir alguma coisa “apenas” boa, pense em como seria se ela fosse ótima. Exija um pouco mais. Aceite que ela possa, eventualmente, até custar também um pouco mais, mas exija, insista, que seu resultado também seja um “pouco melhor”, ou que, no mínimo, ele seja realmente bom.
Por Augusto Diegues (presidente da Futura Propaganda)HSM Online
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Chamado Para Ser Mordomo Fiel
Por Rick Boxx
Certo homem de negócios entregou um talão de cheques para seu bom amigo, Chip. Ele depositou U$ 5,000 em uma conta bancária para que Chip ajudasse pessoas em sérias dificuldades.
Achava que sua generosidade seria mais efetiva se ele contasse com Chip, respeitado pastor e mestre, para determinar quem deveria receber assistência financeira.
Parte do acordo consistia em estabelecer tempo específico para que ambos se reunissem com regularidade, quando Chip deveria relatar como o dinheiro tinha sido usado, para que a conta fosse reabastecida.
Pouco depois de iniciada essa parceria incomum, Chip teve uma surpreendente revelação pessoal. Descobriu que administrava o talão de cheques do amigo empresário melhor do que seu próprio talão, porque sabia que teria que prestar contas de como o dinheiro tinha sido gasto.
Deixe-me fazer-lhe uma pergunta: Se seu talão de cheques ou outro recurso pertencesse a outra pessoa e você soubesse que periodicamente teria que prestar contas formalmente sobre o uso dele, você acredita que isso afetaria seu processo de tomada de decisões?
Somente um Dono! Na realidade nada do que “possuímos” é verdadeiramente nosso. Anos atrás um líder empresarial muito rico faleceu. Na cerimônia fúnebre, alguém se aproximou do contador dele e perguntou: “Quanto ele deixou?” Sem hesitar o contador respondeu: “Tudo.” Salomão observou sabiamente: “O homem sai nu do ventre de sua mãe, e como vem assim vai. De todo o trabalho em que se esforçou nada levará consigo” (Eclesiastes 5.15).
Existe porém, uma questão ainda mais importante em relação à “propriedade”. Segundo a Bíblia, Deus é o dono de todas as coisas. “Teu é tudo o que há nos céus e na terra e eu, ó Senhor, é o reino. Nós Te adoramos pois estás no controle de todas as coisas. Riquezas e honra vêm de Ti, e és o Governante de toda a raça humana; em Tua mão há força e poder para engrandecer e dar força ao homem” (I Crônicas 29.11-12 - tradução livre).
Chamados para mordomos. Se isto é verdade, qual é, então, nosso papel? As Escrituras nos dizem que devemos ser administradores – ou mordomos - dos recursos que foram confiados aos nossos cuidados. Como o apóstolo Paulo escreveu em I Coríntios 4.2, “O que se requer destes encarregados é que sejam fiéis.” Jesus disse que (assim como a responsabilidade de Chip para com seu amigo) também nós seremos chamados para prestar contas e seremos recompensados de acordo com isso.“Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor" (Mateus 25.21).
Fico imaginando que diferença faria se acordássemos todas as manhãs e considerássemos tudo o que está sob nosso cuidado – nosso lar, carro, carteira, negócios, tempo, talentos – não como coisas que possuímos, mas como coisas que administramos como representantes de Deus, que é o verdadeiro Dono.
Lembre-se: seu talão de cheques não é seu; foi emprestado a você por Deus. Você está sendo fiel?
Certo homem de negócios entregou um talão de cheques para seu bom amigo, Chip. Ele depositou U$ 5,000 em uma conta bancária para que Chip ajudasse pessoas em sérias dificuldades.
Achava que sua generosidade seria mais efetiva se ele contasse com Chip, respeitado pastor e mestre, para determinar quem deveria receber assistência financeira.
Parte do acordo consistia em estabelecer tempo específico para que ambos se reunissem com regularidade, quando Chip deveria relatar como o dinheiro tinha sido usado, para que a conta fosse reabastecida.
Pouco depois de iniciada essa parceria incomum, Chip teve uma surpreendente revelação pessoal. Descobriu que administrava o talão de cheques do amigo empresário melhor do que seu próprio talão, porque sabia que teria que prestar contas de como o dinheiro tinha sido gasto.
Deixe-me fazer-lhe uma pergunta: Se seu talão de cheques ou outro recurso pertencesse a outra pessoa e você soubesse que periodicamente teria que prestar contas formalmente sobre o uso dele, você acredita que isso afetaria seu processo de tomada de decisões?
Somente um Dono! Na realidade nada do que “possuímos” é verdadeiramente nosso. Anos atrás um líder empresarial muito rico faleceu. Na cerimônia fúnebre, alguém se aproximou do contador dele e perguntou: “Quanto ele deixou?” Sem hesitar o contador respondeu: “Tudo.” Salomão observou sabiamente: “O homem sai nu do ventre de sua mãe, e como vem assim vai. De todo o trabalho em que se esforçou nada levará consigo” (Eclesiastes 5.15).
Existe porém, uma questão ainda mais importante em relação à “propriedade”. Segundo a Bíblia, Deus é o dono de todas as coisas. “Teu é tudo o que há nos céus e na terra e eu, ó Senhor, é o reino. Nós Te adoramos pois estás no controle de todas as coisas. Riquezas e honra vêm de Ti, e és o Governante de toda a raça humana; em Tua mão há força e poder para engrandecer e dar força ao homem” (I Crônicas 29.11-12 - tradução livre).
Chamados para mordomos. Se isto é verdade, qual é, então, nosso papel? As Escrituras nos dizem que devemos ser administradores – ou mordomos - dos recursos que foram confiados aos nossos cuidados. Como o apóstolo Paulo escreveu em I Coríntios 4.2, “O que se requer destes encarregados é que sejam fiéis.” Jesus disse que (assim como a responsabilidade de Chip para com seu amigo) também nós seremos chamados para prestar contas e seremos recompensados de acordo com isso.“Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor" (Mateus 25.21).
Fico imaginando que diferença faria se acordássemos todas as manhãs e considerássemos tudo o que está sob nosso cuidado – nosso lar, carro, carteira, negócios, tempo, talentos – não como coisas que possuímos, mas como coisas que administramos como representantes de Deus, que é o verdadeiro Dono.
Lembre-se: seu talão de cheques não é seu; foi emprestado a você por Deus. Você está sendo fiel?
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Freando Sua Agenda Descontrolada
Por Robert D. Foster
O executivo empresarial John Owens, em seu livro, “The Paradox of Success” (“O Paradoxo do Sucesso”), fala sobre o estar no topo da vida corporativa, mas no fundo do poço na vida pessoal. Sua esposa e dois filhos o tinham deixado; seus empregados e assistentes evitavam qualquer relacionamento informal com ele; até mesmo os amigos haviam se tornado “frios e distantes”. Ele se transformara no exemplo clássico do líder que prospera nos negócios, mas está falido na vida pessoal!
Owens escreve: “Nada à minha volta neste escritório é pacífico. Tenho um milhão de pensamentos rodopiando em minha cabeça e uma lista que parece conter milhares de tarefas por concluir. A desordem contribui para uma atmosfera de caos. Notas autocolantes circundam a tela do meu computador e pilhas de livros, revistas e jornais não lidos ocupam praticamente todas as superfícies visíveis. Comprei uma fonte de água Zen que lança íons negativos no ar a fim de reduzir o estresse, mas o clima é tão seco que a água evapora e o motor da fonte emite sons irritantes, em lugar do suave barulho de água caindo.”
Esta descrição, de alguma maneira, reflete sua própria vida? Se assim for, tenho uma advertência para você: PARE! Freie sua agenda descontrolada. Desacelere o suficiente para prestar atenção ao mundo ao seu redor.
Todos os anos muitas igrejas observam a Quaresma. É a tradição em que por quarenta dias é recordado o período em que Jesus Cristo viveu no deserto, disciplinando-Se e preparando-Se para enfrentar as tentações extremas que estavam por vir. Você pode encontrar esse relato no Evangelho de Mateus 4.1-11, na Bíblia.
Muitos de nós, em certa medida, somos como Owens, nos movendo freneticamente de um lugar para outro na interminável busca para alcançar metas maiores e mais desafiadoras, muitas vezes sem parar tempo suficiente para perguntar: Por que?
Em breve teremos novo período de Quaresma. Mesmo que você não frequente uma igreja ou não seja uma pessoa religiosa, seria sábio se considerasse fazer um retiro anual pela quaresma, fazendo dele um tempo de abnegação e disciplina, aquietando o caos à sua volta de forma a observar as pessoas que o cercam e o impacto que você está exercendo – ou não – sobre a vida delas.
Suas metas e objetivos mais valiosos valem um preço tão elevado? Melhor ainda, não espere pela quaresma. Comece hoje ainda fazendo e buscando respostas para questões como:
· Quais minhas metas pessoais e familiares para este ano?
· Que coisas antigas em minha vida precisam morrer antes que coisas novas possam nascer e ocupar seu lugar?
· Como posso alcançar um lugar de santidade e serenidade em meio ao meu mundo atarefado?
Deixar de parar o tempo suficiente para honestamente fazer estas perguntas a si mesmo e decidir como reagir às suas respostas, pode lhe custar mais do que você imagina. Jesus disse: “Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de Mim, perder a sua vida a salvará” (Lucas 9.24).
O executivo empresarial John Owens, em seu livro, “The Paradox of Success” (“O Paradoxo do Sucesso”), fala sobre o estar no topo da vida corporativa, mas no fundo do poço na vida pessoal. Sua esposa e dois filhos o tinham deixado; seus empregados e assistentes evitavam qualquer relacionamento informal com ele; até mesmo os amigos haviam se tornado “frios e distantes”. Ele se transformara no exemplo clássico do líder que prospera nos negócios, mas está falido na vida pessoal!
Owens escreve: “Nada à minha volta neste escritório é pacífico. Tenho um milhão de pensamentos rodopiando em minha cabeça e uma lista que parece conter milhares de tarefas por concluir. A desordem contribui para uma atmosfera de caos. Notas autocolantes circundam a tela do meu computador e pilhas de livros, revistas e jornais não lidos ocupam praticamente todas as superfícies visíveis. Comprei uma fonte de água Zen que lança íons negativos no ar a fim de reduzir o estresse, mas o clima é tão seco que a água evapora e o motor da fonte emite sons irritantes, em lugar do suave barulho de água caindo.”
Esta descrição, de alguma maneira, reflete sua própria vida? Se assim for, tenho uma advertência para você: PARE! Freie sua agenda descontrolada. Desacelere o suficiente para prestar atenção ao mundo ao seu redor.
Todos os anos muitas igrejas observam a Quaresma. É a tradição em que por quarenta dias é recordado o período em que Jesus Cristo viveu no deserto, disciplinando-Se e preparando-Se para enfrentar as tentações extremas que estavam por vir. Você pode encontrar esse relato no Evangelho de Mateus 4.1-11, na Bíblia.
Muitos de nós, em certa medida, somos como Owens, nos movendo freneticamente de um lugar para outro na interminável busca para alcançar metas maiores e mais desafiadoras, muitas vezes sem parar tempo suficiente para perguntar: Por que?
Em breve teremos novo período de Quaresma. Mesmo que você não frequente uma igreja ou não seja uma pessoa religiosa, seria sábio se considerasse fazer um retiro anual pela quaresma, fazendo dele um tempo de abnegação e disciplina, aquietando o caos à sua volta de forma a observar as pessoas que o cercam e o impacto que você está exercendo – ou não – sobre a vida delas.
Suas metas e objetivos mais valiosos valem um preço tão elevado? Melhor ainda, não espere pela quaresma. Comece hoje ainda fazendo e buscando respostas para questões como:
· Quais minhas metas pessoais e familiares para este ano?
· Que coisas antigas em minha vida precisam morrer antes que coisas novas possam nascer e ocupar seu lugar?
· Como posso alcançar um lugar de santidade e serenidade em meio ao meu mundo atarefado?
Deixar de parar o tempo suficiente para honestamente fazer estas perguntas a si mesmo e decidir como reagir às suas respostas, pode lhe custar mais do que você imagina. Jesus disse: “Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de Mim, perder a sua vida a salvará” (Lucas 9.24).
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